Por Manoel Fernandes Neto Em tempo de atenção pelo melhor momento, o café se mantém quente, a manteiga ficou na geladeira e só é retirada aos pedaços. Quantas migalhas de pão tem na mesa? Que pássaro é esse que canta à distância? Será que o caminhão de reciclado já passou? Em tempo de atenção, ainda estou de pijama; muitas chamadas no meu celular e notificações ignoradas… Nada me parece mais importante que saber se a empatia existe de fato em todas as situações. Não importa se o outro devolve na mesma dimensão o que eu faço por ele — quase nada; não tenho interesse por reciprocidade ao pequeno amor enviado…
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Respeitável público. O maior espetáculo da terra.
Por Manoel Fernandes Neto. O homem aranha era o vendedor de algodão doce. O herói não se intimidou em sua apresentação em duas esferas de metal sustentadas por uma gangorra giratória. Pulou, girou 360 graus, mesmo sem a teia; brilhou, com certeza. Mas era o homem do algodão doce. A Rafaela ficou em dúvida. Gostou mesmo do King-Kong, espetacular com seus 6 metros de plástico e resina moldados em pelo e a boca cheia de dentes, quase humano. Tão falsamente encantador. Mas tenho que falar das pombas amestradas em seu balé angelical sobre braços, cabeça e dorso da moça; ou mesmo da mágica da caixa sincronizada em que a mesma…